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“Gestão do ego e outras avenças”

Eng.Civil Rogerio Cardoso


A chamada ‘ditadura do quarter” (trimestre, em inglês) tem como protagonista o mercado acionário com “atores” que, “não possuem compromisso” com a “perenidade da companhia”. Um ditado cada vez mais em voga nas empresas surgiu daí: “É mais importante o final do mês do que o final do mundo”. Típica "visão imediatista" que dificulta o aprendizado com consistência no longo prazo.


“Super-heróis” são instados a “gerar resultado” em “curto prazo” e não podem “falhar” para “não macular sua imagem”. Hummmm.......está montada a armadilha do framework cultural. E é preciso “conscientizar” para começar a “desarmá-la”.

Se devemos adotar como prática aprender com nossas iniciativas independentemente de seu resultado (fracassado ou exitoso), isso requer um “comportamento” pautado pela “humildade”, pois nos coloca a todos na posição de “eternos aprendizes”.


“Desaprender” a aprender para “aprender novos conceitos” é um dos "mantras da nova era". Não se trata de jogo de palavras, e sim de realismo, uma vez que a velocidade das transformações nos obriga a “confrontar” crenças “enraizadas há tempos”.


A “arrogância” é uma das causadoras da “supervalorização” do “ego”, que, assim, é um “inimigo moral” do real “insight criativo”, do trabalho “colaborativo” e da “construção da lealdade” e engajamento junto a seus colaboradores.


Os impactos desse padrão de comportamento dos líderes de negócios são incontestes. O consagrado “pensador Jim Collins”, que tem dedicado sua carreia que desvendem os segredos das empresas que “crescem e duram”, focalizou, em seu livro “Como as Gigantes Caem”, justamente uma visão sobre “como as organizações poderosas fracassam” – questão particularmente valiosa de entender nessa nova era, quando observamos “altos índices” de “mortandade” entre as empresas. Segundo estudos da Standard & Poors, a “expectativa de vida” de uma “empresa em 1937 era de 75 anos”. Atualmente é de “15 anos”.

Porque?

Por mais paradoxal que possa parecer a resposta, elas fracassaram devido ao seu sucesso. Isso mesmo. Como Jim Collins: “A crise obriga as empresas ter foco. A prosperidade não.”

A pesquisa do autor apresenta cinco estágios do declínio de uma empresa, que “reforçam” esta “visão do fracasso”:


1. Excesso de confiança originado pelo sucesso.

O “sucesso” cega as “empresas” e “seus líderes”, que simplesmente ignoram fatores que serão fundamentais para o fracasso dos seus negócios. É a “arrogância influenciando” o sistema de “pensamento da organização”.


2. Busca indisciplinada pelo crescimento

Até como consequência da “cegueira do sucesso”, as empresas acabam por buscar o “crescimento”, a “todo custo”, abdicando de estratégias mais consistente orientadas à perpetuação do poder.


3. Negação do risco

A “prepotência” dá as cartas novamente, e os líderes do negócio ignoram os riscos que surgem e procuram “culpados externos” para os “insucessos” pontuais em vez de avaliar seu negócio com “coragem” e “profundidade”.


4. Corrida pela salvação

Esse já é um dos “estágios avançados do declínio”, no qual a crise já se evidencia por toda organização, “não sendo possível ocultar sua presença”. Segundo Jim Collins, quando se encontra nesta situação, a empresa tende a buscar a “solução mágica”. Essa solução pode ser a “contratação de um novo presidente”, a “fusão com outra companhia”, o desenvolvimento de um novo modelo de negócio ou qualquer outra solução única que, acredita, vai coloca-la de volta aos trilhos.


5. Irrelevância ou morte

Estágio final do declínio. A organização fica muito tempo estacionada no estágio 4 e não consegue se recuperar. A consequência mais comum nestes casos é simplesmente o “fechamento das portas” ou “venda da operação”. O resultado final é claro: o negócio fracassou irremediavelmente.


Fonte: Livro – O que as Escolas de Negócio não Ensinam
José Salibi Neto e Sandro Magldi
Contato – rogeriopc57@gmail.com - Cel 43 98854 3616


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