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A Coragem para liderar

Eng. Rogerio Cardoso - 15/01/22

“Mito 1: Vulnerabilidade é fraqueza”


Antigamente, diz a Brené Browun, eu levava muito tempo para “descontruir os mitos” que cercam a “vulnerabilidade”, sobretudo o mito de que a vulnerabilidade é “sinônimo de fraqueza”. Mas em 2014, diante de centenas de soldados das forças militares especiais numa base no centro-americano, decidi parar de

tentar “evangelizar” e provei meu argumento fazendo “única pergunta”.











Fig.01 – Vulnerabilidade é fraqueza


Olhei para aqueles soldados destemidos e disse: Vulnerabilidade é a “emoção que sentimos em períodos de incerteza, insegurança, e exposição emocional”.


Vocês conseguem “citar um único exemplo de coragem” que testemunharam em outro soldado ou que vocês mesmos ¨tenham vivido que não tenha “exigido vivenciar a vulnerabilidade?”

Silêncio total. Cri, cri, cri, cri..........


Até que finalmente um jovem se manifestou. Ele disse: “Não senhora.” Estive em três missões. Não consigo pensar num único “ato de coragem” que “não exija lidar com uma vulnerabilidade gigantesca”


Continua Brené Brown: Já fiz esta pergunta algumas centenas de vezes em sala de reunião pelo mundo inteiro. Já perguntei a pilotos de caça e engenheiros de software, professores, contadores, agentes da CIA e CEOs, clérigos e atletas profissionais, artistas e ativistas, e “ninguém” foi capaz de me dar um exemplo de “coragem sem vulnerabilidade.” O “mito da fraqueza” simplesmente “se desfaz” sob o peso dos dados e das experiências que as pessoas tiveram com coragem.


“Mito 2: Vulnerabilidade não é para mim”

Diz Brené Brown, nosso cotidiano definido por experiências de “incerteza”, “insegurança” e “exposição emocional”. Não é ”possível evita-las”, mas existem duas opções: você “lida com a vulnerabilidade” ou ela “lida com você.” Optar por “dominar” nossa vulnerabilidade e “fazer conscientemente” significa aprender a “encarar” esta emoção e “entender” como ela guia nossos “pensamentos” e “comportamentos” para que continuemos alinhados com “nossos valores” e “vivamos” de acordo com a nossa “integridade”.















Fig.02 – Mito 2 – Vulnerabilidade não é para mim


“Fingir” que a vulnerabilidade “não é para você” significa “deixar que o medo” guie o seu “pensamento” e “comportamento” “sem” a sua participação ou até mesmo sem a sua consciência, o que quase sempre leva a ter “ataques” de “raiva” ou ao “isolamento”.


Se “não acredita nos dados”, faça a seguinte pergunta a alguém de seu grupo de confiança: “Como eu me comporto quando me sinto vulnerável?” Se estiver “encarando” a vulnerabilidade “conscientemente”, você “não vai escutar nada” que já não saiba e com que não esteja lidando ativamente. Se você for adepto a “ideia de exclusividade extrema” (todos no mundo têm esse problema, “menos você”), provavelmente estará prestes a receber um “feedback difícil”.


E, por mais que queiramos “acreditar” que a “sabedoria e experiência” possam substituir a necessidade de “lidar” com a vulnerabilidade, “isso não é verdade”. Quando muito, a sabedoria e a experiência “validam” a importância de “encarar a vulnerabilidade”.


Adoro esta citação de Madeleine L´Engle: Quando éramos “crianças”, achávamos que quando “crescêssemos não seríamos mais vulneráveis”. Mas “crescer” é “aceitar” a vulnerabilidade.


Fonte: Brené Brown


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