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O Sistema de Produção da Lean Construction – Parte 8/10


O Princípio de Puxar

O Princípio de Puxar na Construção Civil, ao contrário da Indústria, que possui seu foco nas informações e nos materiais necessários para a Produção (Sistema Puxado), passa a compreender também do Planejamento Puxado e/ou Planejamento de Médio Prazo, a qual contempla o conceito dos 4Ms: Mat (Materiais), MO (Mão de Obra), Maq (Máquinas, equipamentos e todo o tipo de ferramentais necessários) e Met (Métodos construtivos, padrões de trabalho, projetos e detalhes executivos). Por isto, o Princípio Puxar necessita envolver todos os processos da obra, de forma que o fluxo puxado possa direcionar os 4Ms para o processo Produção.

Figura 1 – Casa do Sistema de Toyota de Produção

O PMp ou Planejamento de Médio Prazo, fornece as condições ideais para se detalhar “todos os recursos necessários” para cada fase da obra ou projeto, de forma a contratar os Gestores das área, nas interfaces entre eles e principalmente nas Restrições (4Ms) de Longo, de Médio e de Curto Prazo para eliminá-las sempre a tempo e estar disponível no tempo, na quantidade e no lugar certo, para atender os processos de fluxo contínuo da produção.

E para que um projeto e/ou uma obra possa ser “orientado por processo”, é necessário uma quebra de paradigma junto ao modelo tradicional de gestão.

O Modelo Convencional, “orientado por função”, não permite aos envolvidos uma gestão clara e transparente das interfaces e suas entregas. A estrutura organizacional é funcional, por área ou departamento, e cada área trabalha para realizar o melhor que pode, mas nem sempre, é o melhor para O TODO.

Já o “Modelo orientado por Processo”, inverte a pirâmide tradicional de gestão e faz com que todos os processos orientem o processo Produção, através de um fluxo puxado, bem como, atuem de forma Integrada.

Figura 2 – Pirâmide Invertida – Gestão Voltada aos Processo

Para colocar o “Princípio Puxar” para ser implementado na prática, na construção de torres residenciais, comerciais e/ou um conjunto residenciais de casas, envolvendo todos os processos, utilizamos os conceitos da Linha de Balanço, com os pacotes de trabalho balanceados em um “Tempo Takt” previamente dimensionado entre o volume de trabalho e o tempo disponível para realiza-lo.

E uma das ferramenta utilizadas é o modelo do trenzinho (obra) puxado, com um número de vagões dimensionados entre o volume x tempo total. Aqui tem uma metodologia para montar este sistema do modelo trenzinho puxado.

Figura 3 – Trenzinho da Produção com Vagões Balanceados

As frentes de trabalhos no caso de uma torre residencial, são puxados uma a uma e todas no mesmo dia, cumprindo um ritmo/takt time (ciclo, ou período de dias trabalhos) de cima para baixo, ou seja, o pavimento da estrutura de concreto puxa ou libera o pavimento para iniciar alvenaria, este depois no mesmo ciclo ou tempo takt, libera para início das tubulações elétricas e hidráulicas e assim sucessivamente até o final. Tudo isto, tem uma estruturação em cada vagão dimensionado, balanceado e sequenciado.

Figura 4 - Diferença entre Principio de Empurrar e Principio de Puxar

Na Logística de Materiais, utilizamos a metodologia dos Kit´s de Materiais, dentro do Sistema Puxado. Dimensionamos os kit´s de materiais de cada processo com validação in loco, com áreas maiores de estocagem ou baias, menores ou prateleiras, para estocar quantidade mínimas e pré-calculadas para montagem dos kit´s de forma alinhada ao processo puxar.

Assim utilizando estoques mínimos nas áreas de logísticas, diminuímos necessidades de mais espaços e custos com grandes estoques.

Figura 5 – Área Central de Logística no Canteiro de Obras

O transporte para alimentação das áreas de trabalhos, são feitas sob gestão do encarregado de Logística e os encarregados de torre, também no processo puxado, utilizando quadros semanais e visual (dias, horários e os locais) de gestão, demandados pelos encarregados no processo puxado.

No processo de logística nas áreas de estocagem e montagem de kit´s, o processo de comunicação visual é feito com uso de cartões entre a logística e a engenharia.

Figura 6 – Quadro de Preparação dos Kit´s

Figura 7 – Quadro de Distribuição de Materiais com Cartões de Tempo e Local

No próximo artigo parte 9-10, vamos comentar Princípio da Perfeição

Fonte: Iopex

Figura 3 – Diferença entre Princípio de Empurrar e Principio de Puxar


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